Técnica que por meio da aplicação guiada por fluoroscopia permite a introdução de agulhas na coluna vertebral e injeção de anestésicos e medicamentos anti-inflamatórios ao redor das raízes nervosas inflamadas; pode ser utilizada para controle da dor nos portadores de dor neuropática, hérnias de disco, compressões nervosas e doenças degenerativas.
Técnica que pode ser utilizada para o tratamento das dores neuropáticas e radiculares, como a nevralgia do trigêmeo, hérnias de disco , radiculopatias, estenose foraminal, coccídinea intratável , entre outras. Funciona por meio do princípio da neuromodulação, em que uma agulha contendo um eletrodo é introduzida sob visualização fluoroscópica próximo às raízes nervosas inflamadas e por meio de ciclos de radiofreqüência existe uma redução da passagem da dor pela raiz nervosa.
Técnica utilizada nas dorsalgias crônicas, intratáveis, cujo objetivo é a destruição das terminações nervosas livres nas articulações da coluna vertebral (articulações facetarias); diversas teorias responsabilizam essas terminações como os geradores das dorsalgias crônicas que não melhoram com o tratamento tradicional. É indicada nas cervicalgias, dorsalgias, lombalgias, tratamento da dor sacro-ilíaca, da fasciíte plantar (dor do esporão do calcanhar) entre outros.
Técnica indicada para o tratamento das lombalgias causadas pela discopatia degenerativa e hérnias de disco rebeldes ao tratamento tradicional. Por meio de agulhas é introduzido um cateter dentro do disco intervertebral; esse cateter é conectado a um gerador computadorizado que promove uma reação térmica que como resultado final promove a melhora significativa da dor lombar.
Medicamento que tem indicação no tratamento e controle da osteoporose. É realizado uma infusão na veia (soro) que dura cerca de 30 a minutos do medicamento, em caráter ambulatorial. Tal aplicação é realizada uma vez ao ano, sendo que existem trabalhos científicos que comprovam a redução de até 70% na chance de novas fraturas por osteoporose da coluna vertebral.
Utilizada para o tratamento das fraturas patológicas da coluna (osteoporóticas ou por doenças tumorais); consiste na injeção de cimento ósseo na vértebra fraturada, por meio de agulha. É uma técnica minimamente invasiva, realizada no centro cirúrgico em caráter ambulatórial, sob leve sedação e com anestesia local. Quando bem indicada têm um índice de sucesso acima de 95%.
Tem as mesmas indicações da vertebroplastia, sendo que antes da introdução do cimento ósseo, pela mesma agulha é insuflado um balão dentro da vértebra para restaurar a altura da vértebra fraturada e criar espaço para a entrada do cimento. O balão é retirado e então e injetado o cimento. Também é feito sob anestesia local nos mesmos moldes da vertebroplastia. Pode ser indicado devido as características da fratura.
É a prótese de disco intervertebral, que pode ser indicada nas discopatias degenerativas e hérnias de disco da coluna cervical que tenham indicação cirúrgica. Ao invés da cirurgia tradicional por meio da artrodese (bloqueio da articulação), o disco doente é removido e é instalada a prótese de disco , que mantém os movimentos do segmento operado.
Técnica utilizada para tratamento de hérnias discais, cistos e doenças localizadas da coluna vertebral. Por meio da microscopia e da utilização de afastadores especiais, são realizadas mini-incisões, com mínima agressão e dano aos tecidos normais da coluna, propiciando menores seqüelas, complicações e recuperação mais rápida. É a tendência mundial no tratamento das doenças da coluna vertebral.
Podem ser indicadas e necessárias nas fraturas, doenças degenerativas, deformidades (escolioses e cifoses), entre outros problemas da coluna. Podem ser realizadas por meio de diversas técnicas com o auxílio da fixação interna ( uso de implantes) ou não. No geral apresenta bons resultados em acima de 90% dos casos.
Método utilizado em situações excepcioais, para o tratamento da dor neuropática intratável, em que todos os métodos já foram utilizados e também como procedimento de salvação para pacientes submetidos a cirurgia da coluna vertebral e que continuam com dores intensas e intratáveis. Por meio de uma espécie de “marca-paço” (gerador) que fica implantado no paciente, ondas elétricas são enviadas à medula espinhal, bloqueando a passagem da dor. Os ajustes nesse gerador são feitos por meio de telemetria externa controlada pelo médico.
Método para controle de dores intratáveis causados por tumores ou fraturas da coluna vertebral. Está indicado quando as opções tradicionais falharam no controle da dor nocioceptiva. Um reservatório é implantado cirurgicamente e quantidades reduzidas de morfina são infundidas dentro do espaço em que fica a medula espinhal. O contato direto da medicação com a medula produz um poderoso efeito analgésico com doses muito reduzidas da medicação, minimizando seus efeitos colaterais. Também por meio de telemetria externa tem a dose e velocidade de infusão controlada pelo médico.